quinta-feira, 27 de março de 2008

Você ainda tem banda larga?

Você ainda tem banda larga?

copiada na integra do sitio:

http://info.abril.uol.com.br/blog/sandra/20080320_listar.shtml



Até agora, banda larga era qualquer coisa com 200 Kbps. Agora, tem de ser 768 Kpbs, no mínimo. Muita banda foi rebaixada...

O órgão americano FCC, Federal Communications Commission, costuma ser a referência para o que é e o que não é banda larga. Acusado de usar métodos ultrapassados, resolveu dar uma repaginada em seus critérios. O resultado, divulgado esta semana, está aí: banda estreita, porém não discada, que passava por larga, não passa mais.

Pelos dados do Barômetro Cisco de Banda Larga de março deste ano, 28,1% dos 8,1 milhões de assinantes de banda larga no Brasil têm um serviço de 1 Mbps ou acima disso. A maioria fica na mão de velocidades bem inferiores. Grosso modo, com a mudança de critério, dois terços dos brasileiros caíram da banda larga para o limbo da banda dedicada, mas lerda.
Postado por - Sandra Carvalho - 20/03/2008

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Gestão de Metadados: Sua Evolução na Tecnologia da Informação

Este artigo foi retirado da net de forma integral e aborda uma visão muito esclarecendo sobre dados e informação não só para ambientes corporativos mas também para nossa vida diaria como usuários.
Fonte: http://www.dgz.org.br/dez01/Art_02.htm


DataGramaZero - Revista de Ciência da Informação - v.2 n.6 dez/01 ARTIGO 02


Gestão de Metadados: Sua Evolução na Tecnologia da Informação
Metadata Management: It's Evolution in Information Technology
por Ricardo Shoiti Ikematu





Resumo: Antes de tratar o assunto de gestão de metadados, tentamos revisar a definição do que é metadados. Logo após, discorremos sobre o tratamento de metadados através do tempo. Depois, procuramos destacar a importância e o contexto deste assunto nas organizações. Abordamos as forças que atuam sobre os metadados e os classificamos em duas categorias básicas. Dentro destas categorias, mostramos as ações que têm sido feitas pela comunidade de Tecnologia de Informação. Por fim, abordamos, ainda que superficialmente devido à sua complexidade, o assunto de gestão de metadados.
Palavras chave: Metadados; Gestão de Metadados; Tecnologia da Informação

Abstract: Before concerning about metadata management, we rewied the very definition of "metadata". Then, we considered the metadata treatment along the time. Afterwards, we tried to underline the importance of the issue and its context in organizations. We considered the forces acting on metadata and we classified them in two basic categories, showing the actions carried out by the Information Technology community. Last, we considered metadata management, although superficialy because of its complexity.
Keywords: Metadata; Metadata Management; Information Technology

1. Visão Geral

As pessoas que têm algum contato com alguma ferramenta de Tecnologia da Informação provavelmente utilizam alguma forma de metadados, mesmo sem saber que as usa ou o seu significado. Isto é normal até porque a sua própria definição não é um consenso, gerando alguma confusão. A definição mais comum de metadados é dados sobre dados. Porém esta definição não diz muita coisa. Ao pesquisar sobre metadados você provavelmente encontrará diferentes interpretações. Selecionei algumas delas somente para ilustrar esta questão.

. Metadados são dados que descrevem atributos de um recurso. Ele suporta um número de funções: localização, descoberta, documentação, avaliação, seleção, etc.
. Metadados fornece o contexto para entender os dados através do tempo.
. Metadados é dado associado com objetos que ajuda seus usuários potenciais a ter vantagem completa do conhecimento da sua existência ou características.
. Metadados é o instrumental para transformar dados brutos em conhecimento.

Segundo Terry Moriarty, estas diferentes interpretações estão relacionadas ao estágio da organização dentro da hierarquia evolucionária de gestão do conhecimento (ver figura 1). Organizações no nível mais baixo da hierarquia gerenciam dados brutos. Organizações mais avançadas são capazes de administrar seus recursos de informação no nível de Informação, Conhecimento ou Sabedoria. No nível de informação, o foco é nos relacionamentos entre todos os componentes do sistema e os papéis individuais que eles assumem no sistema. Uma organização que está envolvida ao ponto que ela pode mostrar explicitamente as regras de negócio governando, seu comportamento está no nível de conhecimento. Uma organização atinge o nível mais avançado da hierarquia quando ela monitora ativamente seus sistemas para garantir que seu comportamento esteja de conformidade com o planejado. Tal que uma organização pode detectar e diagnosticar qualquer comportamento anormal do sistema.

A finalidade principal dos metadados é documentar e organizar de forma estruturada os dados das organizações, com o objetivo de minimizar duplicação de esforços e facilitar a manutenção dos dados.

Para se ter uma idéia da sua importância vamos fazer uma analogia no mundo real. Os dados sem os metadados é como se fosse um turista em uma cidade desconhecida sem qualquer informação sobre esta cidade. O usuário fica sem uma orientação para obter a informação desejada.

Atualmente o interesse sobre o assunto de metadados vem crescendo porque:

. as pessoas necessitam melhores formas de encontrar e avaliar informações na Internet e nas intranets;
. os sistemas de gerenciamento de conhecimento integrando informações de fontes múltiplas e aplicações precisam (ser mais fácil de pesquisar e manter) oferecer maior facilidade de pesquisa e manutenção.


Estágio
Recurso a ser administrado
Definição de Metadados
Dados
Valores dos dados
Informação necessária para administrar o recurso dos dados
Informação
Valores dos dados e o contexto da informação
Informação necessária para administrar o recurso da informação
Conhecimento
Valores dos dados, contexto da informação e instruções das regras de negócio
Informação necessária para administrar as regras e políticas de negócio da organização
Sabedoria
Valores de dados, contexto da informação, regras de negócio executáveis, monitoração das regras de negócio e regras e métricas de avaliação
Informação necessária para administrar o comportamento da organização de acordo com suas regras e políticas de negócio.

Figura 1 – Nível de Gerenciamento do Conhecimento

2. A Evolução no Tratamento de Metadados

Metadados é um assunto que é tratado há muito tempo em sistemas de processamento da informação. O que tem mudado é o escopo de sua atuação conforme a evolução da Tecnologia da Informação.

Antigamente os metadados somente estavam vinculados internamente aos programas. Com o surgimento dos Sistemas Gerenciadores de Banco de Dados (SGBD), muitas organizações tentaram implementar alguma forma de dicionário de dados, a partir dos anos 70. Depois vieram as ferramentas CASE e os ambientes de desenvolvimento com seus repositórios proprietários. Nos anos 80, houve uma iniciativa frustada da IBM de criar um repositório global para troca de metadados através do seu AD/Cycle.

Através dos tempos, metadados tem sido apresentado para a comunidade de informática como um problema intratável. E como as organizações cresceram, os problemas com metadados se multiplicaram. Entretanto, os próprios problemas com metadados apresentam boas oportunidades para os fabricantes de software. Porém, isto é mais evidente em ambientes de Data Warehouse corporativos.

3. A Sua Importância Para a Organização

Metadados existe em todas as funções da Tecnologia da Informação (TI). Porém uma das razões porque os esforços de metadados falham é porque metadados é considerado apenas um recurso técnico.

Em Post Capitalist Society, Peter Drucker escreve "o recurso básico da economia não é capital, nem recursos naturais ou trabalho. Ele será o conhecimento. O valor agora é criado pela produtividade e inovação, ambos aplicações do conhecimento para o trabalho".

Através de afirmações como esta podemos dizer que a informação é o patrimônio mais valioso da organização? Eu diria que sim, mas as pessoas ainda encontram bastante dificuldade para justificar esta afirmativa em suas organizações.

Muitas organizações não fazem o melhor uso de suas informações porque elas não são bem gerenciadas. Uma das razões porque a informação é tão mal administrada pode ser porque ela não é bem entendida. A informação não obedece as mesmas leis econômicas de outros patrimônios. Ela tem algumas propriedades únicas que devem ser entendidas para administrá-la efetivamente. A seguir, discutiremos algumas destas propriedades.

A informação é compartilhável infinitamente. Podemos combinar as informações de várias formas para beneficiar a organização. Porém, conhecimento é poder, e como resultado, as pessoas não compartilham informações facilmente. A restrição de informação representa uma perda de oportunidades de negócio, tanto quanto custos adicionais para a organização, com várias áreas de negócio controlando a mesma informação.

O valor da informação aumenta com o uso. Em muitas organizações existem muitas informações que poderiam ser usadas para adquirir vantagem competitiva, entretanto as oportunidades não são realizadas porque as pessoas não sabem que elas existem ou não podem acessá-las.

O valor da informação diminui com o tempo, porém ela varia conforme o tipo da informação: informações para tomada de decisão têm uma vida útil maior que informações operacionais.

O valor da informação aumenta quando combinada com outra informação. A informação geralmente é mais útil quando ela pode ser comparada e combinada com outra informação.

A informação gera outra informação. O processo de usá-la tende a resultar em mais informação.

Até hoje a transformação de dados em informação tem sido conduzida pela tecnologia (Dados + Contexto = Informação). Estes avanços tecnológicos estão sendo integrados pela organização. Esta integração ajuda a gerenciar não só a informação, mas também formas em que as pessoas aprenderão e influenciarão a informação e a compartilharão com outros. (Informação + Experiência = Conhecimento).

A tecnologia de metadados está surgindo em função das necessidades das organizações de conhecer melhor os dados que elas mantêm e conhecer com mais detalhes os dados de outras organizações através de intranets e extranets. A catalogação dos dados propiciará a maior utilização deles por usuários com múltiplos interesses. Sem uma documentação eficiente dos dados é dificultada aos usuários a localização de dados necessários para suas aplicações.

Organizações que não documentam seus dados, freqüentemente, com o decorrer do tempo, ficam sujeitas à superposição de esforços de coleta e manutenção de seus dados, vulneráveis a problemas de inconsistências e, principalmente, pagarão um alto custo pelo não uso ou uso impróprio dessa informação.

4. Forças Atuantes

Um dos principais motivos porque metadados é um problema é que cada unidade de metadados é colocada entre duas fortes forças com direções opostas. Aonde isto é acentuado há uma instabilidade do ambiente. Se há a necessidade de integração e uma uniformidade de linguagem e significado dos dados através da corporação, os metadados devem ser o núcleo dos esforços, geralmente de forma centralizada. Por outro lado, o usuário final deve ter autonomia de processamento para ter criatividade e produtividade em seu ambiente de trabalho. Ele não está preocupado com a gestão de metadados. Ainda não há ferramenta que trabalhe os dois aspectos ao mesmo tempo.

5. Categorias Básicas

Ao estudar o assunto de metadados você encontrará uma enorme variedade de taxonomias a respeito do assunto. No meu entendimento, há uma divisão clara em relação a metadados que denominei de duas categorias básicas: metadados técnico e metadados de negócios. Preferi chamar de categoria porque as classificações que encontrei podem ser encaixadas dentro de uma categoria ou da outra.
Metadados técnico é a descrição dos dados necessários pelas várias ferramentas para armazenar, manipular ou movimentar dados. Estas ferramentas incluem banco de dados relacionais, ferramentas de desenvolvimento de aplicações, ferramentas de modelagem, ferramentas de pesquisa em banco de dados, ferramentas OLAP, etc.

Para os fabricantes atingirem um nível de integração de metadados há várias estratégias: construir uma ponte proprietária entre vários produtos, fornecer uma solução completa de Tecnologia de Informação ou criar um padrão internacional de troca de metadados.

As pontes oferecem uma alta funcionalidade e compartilhamento de metadados. Mas manter estas pontes consome muitos recursos, especialmente se o número de pontes cresce. Vários fabricantes estão adquirindo ou construindo os componentes necessários para oferecer um ambiente integrado de uma solução completa. Esta estratégia requer que o usuário abandone as melhores abordagens e se sujeite aos produtos de um único fabricante. Os usuários têm que pesar as desvantagens de ficarem presos a uma linha de produtos de um fabricante contra as funcionalidades que um ambiente proprietário pode oferecer.

A outra alternativa é a utilização de um meio comum para a troca de metadados através dos padrões internacionais.
Existem padrões diferentes de metadados para finalidades distintas de informações. Para se ter uma idéia da variedade de esforços vamos relacionar alguns destes padrões:
. Directory Interchance Format (DIF) – padrão para criar entradas de diretórios que descrevem um grupo de dados;
. Government Information Locator Service (GILS) – informações governamentais;
. Federal Data Geographic Committee (FGDC) – descrição de dados geoespaciais;
. Machine Readable Card (MARC) – catalogação bibliográfica;
. Dublin Core (DC) – dados sobre páginas da Web;
. Consortium for the Interchange of Museum Information (CIMI) – informações sobre museus;
. Meta Data Interchange Specification (MDIS) - padrão para troca de metadados entre ferramentas da Tecnologia de Informação;
. Open Information Model (OIM) – conjunto de especificações para facilitar o compartilhamento e reuso no desenvolvimento de aplicações e data warehouse;
. Common Warehouse Meta Model (CWM) – padrão para troca de informações entre esquemas de banco de dados e data warehouse.

Metadados de negócio é a descrição de dados necessários pelos usuários de negócio, para entender o contexto do negócio e o significado dos dados. Atualmente existem ferramentas só para efeito de documentação.

Quando metadados for rotineiramente usado para gerar regras de negócio executáveis, a definição de metadados será a representação de instruções de regra de negócio de acordo com o esquema de classificação que pode ser transformado em sistemas de informação do negócio.

6. Gestão de Metadados

Para iniciar o gerenciamento de metadados você precisa primeiro delimitar seu escopo de atuação. É muito difícil decidir quais metadados devem ser coletados e mantidos. Uma arquitetura de informação deve ser flexível para permitir um acréscimo ou decréscimo na quantidade de metadados à medida que novas necessidades surgem.

Há vários problemas ao lidar com metadados:
. Metadados tomam uma variedade de formas, especializadas ou gerais;
. Novos conjuntos de metadados irão ser criados à medida que a informação da rede fique mais madura;
. Diferentes comunidades irão propor, projetar e ser responsáveis por diferentes tipos de metadados;
. Existem muitos usuários de metadados;
. Adoção de diferentes vocabulários de metadados significa aumento de buscas usando vocabulários de metadados que não são familiares.

As tarefas para criar um ambiente de gestão de metadados são:
. definir requisitos para metadados que devem estar disponíveis para os usuários de dw;
. desenvolver a arquitetura de gestão dos metadados do dw;
. selecionar que ferramentas deveriam ser incorporadas na infra-estrutura de gestão de metadados;
. desenvolver programas que integram e customizam as ferramentas selecionadas para atender as necessidades de gestão de metadados específicos da organização;
. desenvolver e executar um programa de treinamento para os usuários de metadados do Data Warehouse.

O projeto de gestão de metadados é mais um problema de integração de sistemas do que um esforço de desenvolvimento de aplicações. Poucas organizações constroem suas próprias ferramentas de gestão de metadados.

CONCLUSÃO

Os metadados vão adquirir muito mais importância com o casamento da tecnologia Web e Data Warehousing. Esta união resultará em um único ponto de acesso para a informação do negócio através de um ‘browser’ de metadados seja na intranet, sistema operacional ou data warehouse. Os metadados se tornarão um componente crítico para qualquer arquitetura.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BIEBER, Monty. Data warehousing in government. DM Review Magazine, v. 8, n.5, May 1998.

CALSAVARA, Alcides. Constructing highly-available distributed metainformation systems. Newcastle, 1996. Tese (Doutorado) - Department of Computing Science, University of Newcastle Upon Tyne.

AVIDSON, Scott. Knowledge management – an overview. DM Review Direct, v.1 n. 9, Nov. 1998.

DESIO, Vince. Informational Metadata. Disponível na Internet. http://www.datawarehouse.com/resources/articles/desio.htm. Sep. 1996.

DEXTER, Michael. Metadata: Data Warehouse key. Disponível na Internet. http://www.datawarehouse.com/resources/articles/dexter.htm. Oct. 1998.

INMON, William H. Enterprise meta data. DM Review Magazine, v. 8, n. 10, Nov. 1998.

MADSEN, M. S. et al. Metadata systems: integrative information technologies. Libri, v. 44, n. 3, p. 237-257, 1994.

MARCO, David. Managing Meta Data. DM Review Magazine, Mar. 1998.

MOODY, Daniel; WALSH, Peter. Information economics: measuring the value of information assets. In: AUSTRALIAN CONFERENCE ON SOFTWARE METRICS. Proceedings... Melbourne, 1996.

MORIATY, Terry. What is Metadata? Database Programming and Design, San Mateo, v. 10, n. 7, p. 57-59, July 1997.

PENNY, Paul. Knowledge management: maximizing the return on your intellectual assets. DM Review Magazine, v. 8, n. 10, Nov. 1998.

RIBEIRO, Gilberto Pessanha. Metadados geoespaciais digitais. In: WORKSHOP DE BANCOS DE DADOS NÃO CONVENCIONAIS, (2. : 1995 : Niterói) Anais... Niterói, 1995.

ROBERTSON, Paul. Integrating legacy systems with modern corporate applications. Communications of the ACM, New York, v. 40, n. 5, p. 39-46. May 1997.


Sobre o autor / About the Author:
Ricardo Shoiti Ikematu
ritchie@celepar.gov.br

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Pesquisa sobre Cédulas de Um Real

Estava eu hj andando para Universidade, e, a cobradora do ônibus me diz que as cédulas de Um Real, deixaram de valer..., eu fiquei abismado e com isso eu fui ao Oráculo Supremo (goooogle) e pesquisei sobre isso e encontrei duas citações muito interessantes, uma de um jornal e a outra de um blog:

JORNAL DE HOJE

http://www.jornaldehoje.com.br/novo/navegacao/ver_artigos.php?id_artigo=248

BLOG

http://www.hikawa.com.br/2003/07/coisas-que-eu-no-sabia-sobre-o-nosso.html


SEGUE:

Cédulas

– O tempo corre, os dias se vão, as noites continuam tristes ou cheias de festas em cafés e bares opíparos, uns, e as cédulas de um real não saem. Não saem e o que se ouve é que não sairão.
– E estes senhores do governo inimitável não vêem que a cédula de um real é o alicerce de toda a grandeza do real. Será possível que tenhamos de ir à Casa da Moeda e explicar isso e dizer que imprimam, imediatamente, a senhora nota. Ela é a célula mater.
– Pronto. Eles pensam assim. Vão deixar de imprimi-la, e ver a grandeza nacional, numa de dois, que toma, drasticamente, o seu lugar. Não admitem a cédula de um, quando têm em seu redor outras de cinquenta ou de cem.
– E deixam o povo a ver moedas.
– Nem isso. Elas não aparecem. São bonitas, sim, mas coadjuvantes. E protagonista seria a de um, mesmo decadente, mas segurando a barra. Pra não dar a impressão de que a inflação a devora. O povo não sabe disso. Ama-a e precisa dela. Digam isso por favor ao presidente, quando ele voltar da Finlândia. Da Suécia e da Dinamarca. Aquele que não nos fez a Refinaria, não nos deu o PVC, nos tirou a Trans-nordestina, não admira o São Gonçalo e vai nos deixar na mão correndo, a pé, daqui pro interior, por falta de asfalto.
– Alegam que os meninos guardam as moedas no mealheiro, por serem bonitas O qué que tem? Deixa a meninada amar a sua moeda bonita. Deixa a gente admirá-la uns dois meses, pois não se agüenta passar mais de um mês com ela guardada.
– Não é possível manter-se uma estabilidade segura, se ela não se mostra segura. A base.é a nota de um, a mais andada, a mais transmissora de importância. Tudo no dia-a-dia é com um real. Na hora em que você deixa de imprimi-la, a cédula de dois toma o seu lugar. E a coisa muda de figura.
– Sabia que se tem raiva por ver a cédula de um no bagaço?
– Também. Mas, como não existe mais a cédula, e a que circula ainda é um farrapo, como cê diz, o pedinte já exige uma nota de dois. O gandula dos carros já briga por outra .Também de dois. Fora as festas noturnas onde o flanela já exige uma de cinco.
– Não deixa de ser um absurdo. Eu ouvi os diretores da Casa da Moeda e do Banco Central, ano passado, afirmarem que a impressão de cédulas seria toda reestruturada. Comecinho do ano passado Haveria as cédulas de l, 2 e 5, com tamanho mais ou menos o mesmo... A de dez seria reforçada com altura e a de cinquenta teria um bem diferente. E a de cem? Ganharia mais comprimento.
– Aí já para evitar a falsificação.
– Certo. E não nos interessa tanto o assunto, apesar de ser de relevância no meio. Mas, o principal é se cuidar do que é diário, do que é pai e mãe da necessidade. Na hora que você suprime a cédula de um, mata a carreira do rebocador.
– E há também a necessidade de explicar o que fizeram com a cédula de dez, aquela enfeitada que só bloco em dia de carnaval. Seria um sucesso, não fora o silêncio que se faz em torno, sem se dar mais uma palavra sobre o assunto. Isto num pais que preza por sua moeda não se toleraria.
– É que ultimamente há correlações monetárias, entregas de dinheiro em hotéis, em postos de gasolina, em pensões. E ele anda de bolsa em bolsa, quando não em sacola de supermercado. Nunca ouvi falar num meio circulante mais escarafunchado.
– Eles não vão nos ouvir mesmo, mas que dá pena, dá. O funcionário público, alma e sustentáculo de boa administração, que não precisa ser comparada com qualquer outra, posto que una e indivisível, hoje é humilhado, seccionado. Vão reforçar de novo o celetista. E correlatas estão as novas funções, sem conexão com o progresso. Tudo de babado novo. Se dá aumento para quem tá lá em cima mas pra quem tá aqui em baixo, ó! Só baba de moça.
– O que, mesmo simbólico, é um desajuste.Vamos comunicar ao Arnaldo que tá lá fora, conferindo carga.

A POESIA SERVE, SIM

CREIO-EM-DEUS-PADRE
Não se perca em mim
a ternura do desaforo
nem morra na rua
por onde passo
o sustento do pão
de cada dia que vejo

Autor: Afrânio Pires Lemos

E-mail: Escritor (afrapil@yahoo.com.br)







Coisas que eu não sabia sobre o nosso rico dinheirinho

- que o domínio da Casa Da Moeda é com.br e não gov.br;

- que a nota de dez reais de polímero é comemorativa [500 anos do descobrimento] e que o dinheiro de plástico foi utilizada pela primeira vez na Ostrália e já está presente em treze países, atualmente. Estas notas estão sendo submetidas a testes de uso in the wild [para utilizar um termo informático já que minha memória, caham...] até 2004, quando se definirá se substituirão as notas de outros valores de papel pelo plástico;

- que aquela janela vermelha é, na verdade, um filtro! posicionado-a de modo que fique sobreposto a uma das embarcações impressas no lado oposto da cédula, observa-se em seu interior o realce do número "10";

- que as notas de um e de cinco reais perderam o fio de segurança;

- que nelas e nas de 10 reais de papel a marca d'água foi substituída: saiu a efígie de dona República, entra a bandeira tremulante brasileira;

- que qualquer agência bancária recebe notas danificadas por traças, cupins, cortadas ou queimadas desde que o pedaço sobrevivente corresponda a mais que 50% do tamanho da nota - isso vale para cédulas que foram esquecidas no bolso da calça que foi pra lavadora e pras rabiscadas também;

- o mesmo vale para as moedas, desde que o valor seja identificável;

- que a denominação correta para as moedas de inox é "moeda da primeira família" e para as moedas de diferentes ligas e metais é "moeda da segunda família";

- que, por motivo de economia, há um ano o cuproníquel foi substituído pelo inox e a alpaca por aço revestido de bronze, o que nos deixa com três tipos de moeda de cinqüenta centavos e três de um real, aquela de duas cores: o dourado do anel hoje é mais puxado para o vermelho.

De tanto não-ver nota de dois reais tinha até esquecido que ela existe. A de vinte vi poucas também, mas por ser tão diferente, com a fita holográfica, é mais difícil de esquecer...

Agora só preciso manusear cédulas e moedas pra confirmar se as informações, retiradas do site do Banco Central, procedem. Donativos [pelo bem da pesquisa] para esta Pata, Lógica.
;o)

Fechando a contabilidade, então, temos em circulação hoje:

- dois tipos de cédulas de um real
- um tipo de cédula de dois reais
- dois tipos de cédulas de cinco reais
- três tipos de cédulas de dez reais
- um tipo de cédula de vinte reais
- um tipo de cédula de cinqüenta reais
- um tipo de cédula de cem reais

- dois tipos de moedas de um centavo
- dois tipos de moedas de cinco centavos
- dois tipos de moedas de vinte e cinco centavos
- três tipos de moedas de cinqüenta centavos
- três tipos de moedas de um real

Eita. Nóis é um país rico.

sábado, 1 de setembro de 2007

Leonardo Gonçalves (Viver e Cantar)



Novo CD de Leonardo Gonçalves.
Viver e Cantar





Faixas:
01. É preciso apenas crer (prólogo)
02. Moriá
03. Ele vive
04. Ele virá (acústico)
05. Um dia Ouça
06. A verdade vos libertará (interlúdio)
07. Viver e cantar
08. Livre sou
09. Livre, enfim
10. Se tiveres paz
11. Serviço (interlúdio)
12. Minha Fortaleza
13. Salmo
14. Obrigado
15. Somente a Ti
16. Amen (epílogo)
17. Nachamu, nachamu (bônus)
18. Ele virá (bônus)


Click na imagem para baixar o cd, mas, lembre, este cd só pode ficar no seu PC por nomaximo 24 Hs, periodo de avaliação, se este arkivo for usado de forma indevida nós não nos resposabilizamos.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Benjamin Franklin

"Se as cidades forem destruídas e os campos conservados, as cidades ressurgirão; mas, se queimarem os campos e conservarem as cidades, estas não sobreviverão."

Benjamin Franklin

Estava eu navegando pelo Orkut d u amigo e encontrei esta frase no seu perfil, quando iria postar como um recado para eu mesmo, quando lembrei do meu maravilhoso bloge e seus raros posts,.

Refletindo nesta frase percebi que primeiro:

Franklin deveria ser agrônomo! E depois, que temos que ter um compromisso maior e melhor com o meio ambiente mesmo que ele seja o meio urbano, você sabia que o meio ambiente é uma coisa e o seu meio ambiente pode não te uma planta sequer? Ou seja, o meio ambiente de um computador pode ser uma mesa de um escritório, num prédio, numa grade metrópole que pode em quarteirões não ter uma arvore sequer. Em tão na vamos usar o termo meio ambiente de forma equivocada.