quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ter saúde é natural: Papinho sobre a imunidade

COPIADO INTEGRALMENTE DE :
http://www.soniahirsch.com/2010/07/ter-saude-e-natural-papinho-sobre.html



– Se encontrarem o inimigo, comam-no!

É com essa ordem que o time das células fagócitas entra em campo. Anticorpos, células macrófagas, basófilas, eosinófilas, neutrófilas, plateletas, imunoglobulinas, interferon, citoquinas, interleucinas e muitas outras percorrem o sangue e comem os seres indesejáveis, assim mesmo: nhac! Quando fazem contato com algo que precisa ser destruído, seja uma bactéria ou um material inerte como poeira, seu citoplasma envolve a partícula e forma uma bolsinha, que se funde com outro saquinho que contém enzimas digestivas. Se a composição química da substância estranha permite sua degradação pelas enzimas, ela é destruída; se não, é retida no fagócito e impedida de maiores contatos com o hospedeiro; mais tarde será despejada na linfa.

Os tecidos que formam baço, fígado, nódulos linfáticos e medula óssea são especialmente ricos em fagócitos.

Entre as células brancas do sangue há fagócitos capazes de migrar através dos vasos sanguíneos para áreas de inflamação ou infecção. Lá se multiplicam de acordo com a necessidade. Mas também existem fagócitos de plantão em todos os tecidos, formando um sistema chamado reticuloendotelial. Isso faz com que possam controlar uma invasão bacteriana em qualquer lugar, se ela não for muito grande nem muito virulenta. Também são eles que engolem as células vermelhas cansadas ao fim de suas vidinhas de cento e vinte dias.

Nas verminoses, os leucócitos que aparecem mais são os eosinófilos. Eles se multiplicam para destruir a cutícula que reveste os vermes grandes. Geralmente o exame de sangue acusa uma taxa mais alta de eosinófilos no início da infecção, que depois vai caindo; a duração da fase alta e da volta ao normal depende do parasita, do paciente, da circunstância, e são necessários vários exames de sangue seguidos para entender o que está acontecendo.

Segundo o professor J.-J. Rousset, em seu livro Maladies Parasitaires, uma pequena elevação da taxa de eosinófilos remete a oxiúros (banais, diz ele), enquanto a elevação súbita e expressiva faz pensar numa tênia; e aí começa toda uma estratégia de exames de sangue e fezes, repetidos, para achar ovos, eliminar as possibilidades de fascíolas, cistos hidáticos, larva migrans, triquinas. Quando há estrongilóides as taxas ficam subindo e descendo feito um ioiô.

A presença de vermes significa que uma parte do potencial orgânico de defesa está mobilizada numa guerra sem fim, deixando talvez de cumprir outras tarefas imunitárias – como, por exemplo, identificar e destruir células cancerosas para evitar o crescimento de tumores, ou simplesmente funcionar como barreira contra as gripes, viroses, alergias e dengues da vida.

A pele, o sistema respiratório e o tubo gastrintestinal são as três barreiras do corpo contra invasores de todosos tipos – vermes, protozoários, bactérias, vírus, fungos, toxinas e proteínas estranhas de qualquer origem.

A pele
tem uma camada externa de matéria morta e duas internas bem vivinhas, profusamente irrigadas pelo sangue e visitadas por uma intrincada rede de vasos linfáticos.

A linfa
é um fluido clarinho que banha os tecidos do organismo, regulando o teor de líquidos, devolvendo proteínas ao sangue e removendo bactérias, partículas estranhas e células anômalas; muito rica em linfócitos e células macrófagas que identificam e comem substâncias indesejáveis; ou seja, a linfa é a linha de frente da defesa imunológica. O material apreendido vai dar nos gânglios linfáticos, de onde é encaminhado para fora do corpo pela corrente sanguínea. Gânglios inchados mostram que há infecção em algum lugar e que a linfa está agindo.

O sistema respiratório,
além de também ser protegido pela ação da linfa, tem no seu revestimento interno uma camadinha de células cheias de cílios, recobertas por um muco altamente viscoso onde ficam presas as partículas indesejáveis; esse muco é empurrado para a faringe pelo movimento dos cílios, e de lá é engolido ou tossido.

O grande tubo gastrointestinal
é uma das partes mais complexas do organismo. Para começar, é parte externa – assim como quintal, área de serviço, depósito, lavanderia, portão dos fundos. Parte externa que foi se virando para dentro, se invaginando e formando um túnel por onde as coisas entram e saem. Florestinha tropical sofisticada, reserva extrativista da vida microbiana, nosso trato gastrointestinal começa no nariz e na boca, incluindo adenóides, sínus e amígdalas; termina no ânus.

O nariz
é a entrada e saída dos gases (oxigênio, dióxido de carbono) que formam e sustentam o pulmão, que produz oxigênio para o sangue, e dos resíduos que se transformam em muco.

A boca
é entrada (eventualmente saída) de alimentos e bebidas que formam o sangue e renovam as células. A boca também respira e também elimina muco.

Amígdalas
são duas estruturas linfáticas ovaladas, uma de cada lado da garganta, que produzem anticorpos contra invasores que entram pela boca e pelo nariz. São ajudadas pelas adenóides, estruturas semelhantes que ficam atrás do nariz.

Aí vêm o estômago,
um meio tão ácido que poucos micróbios sobreviveriam nele, e o intestino delgado, com sete metros de comprimento, onde o sistema imunológico mantém cerca de 40 pequenos territórios, as placas de Peyer.

Essas placas de Peyer,
visíveis a olho nu, são pedacinhos de tecido redondos ou ovais que não apresentam o relevo característico da mucosa intestinal. Pertencem ao conjunto linfático e sua função é armazenar células linfóides. Que, verdade seja dita, são o máximo. Produzidas pelo timo e pela medula óssea, elas viajam para os tecidos linfóides e permanecem imaturas até reconhecerem alguma substância a combater. Aí amadurecem instantaneamente. Se forem células T, produzidas pelo timo, proliferam e se dividem em três categorias: as supressoras, as matadoras e as auxiliares (estas em maioria). Se forem células B, produzidas pela medula óssea, ao reconhecerem o invasor elas também amadurecem – e se tornam capazes de fabricar imunoglobulinas, que são proteínas especializadíssimas em lutar pelo organismo, tanto que se chamam anticorpos.

O apêndice
é considerado um nódulo linfático que virou uma estrutura fixa. Pertence ao intestino grosso, que tem cerca de metro e meio e é a parte final do tubo gastrointestinal.

O sistema linfático
inclui o timo, a medula óssea, o baço, gânglios espalhados nas axilas, no mesentério e nas virilhas, amígdalas, adenóides, tecidos linfóides bronquiais, intestinais e urogenitais, e uma rede de vasos comparável à do sangue.

Você acha pouco?

do livro Almanaque de Bichos que dão em Gente

TIPOS E QUALIDAADES DE VIDEOS/RIP

COPIADO INTEGRALMENTE DE:

http://www.tudofull.com/a-qualidade-do-video-e-boa-tudo-a-respeito-de-formatos-o-fim-das-duvidas/


CAM

O CAM é um “rip” feito no cinema, normalmente com uma câmera digital. Às vezes é usado um tripé, mas na maioria das vezes isso não é possível, deixando a filmagem tremida. Devido aos lugares disponíveis no cinema também não serem sempre no centro, pode ser filmado com ângulos diferentes. Se cortado (cropped) adequadamente, é difícil diferenciar, a não ser que tenha legendas na tela, mas muitas vezes os CAM são deixados com bordas pretas na parte de cima e de baixo da tela. O som é gravado com o microfone embutido da câmera e, especialmente em comédias, risadas são ouvidas durante o filme. Devido a esses fatores, a qualidade de som e imagem costumam ser muito ruins, mas as vezes, com sorte, o cinema está quase vazio e apenas baixos ruídos serão ouvidos.

TELESYNC – TS

Um telesync tem as mesmas características de um CAM, só que usa uma fonte externa de áudio (normalmente um fone de ouvido na poltrona para pessoas que não ouvem bem). Uma fonte de áudio direto não garante uma boa qualidade de áudio, pois muitos barulhos podem interferir. Muitas vezes um telesync é filmado em um cinema vazio ou da cabine de projeção com uma câmera profissional, gerando uma melhor qualidade de imagem. A qualidade varia muito, por isso veja um sample (amostra) antes de baixar o filme por completo. A maior parte dos Telesyncs são CAMs que foram rotuladas de forma errada.

TELECINE – TC

Uma máquina de telecine copia o filme digitalmente dos rolos. O som e a imagem costumam ser muito bons, mas devido ao equipamento e custos envolvidos, os telecine são muito raros. Geralmente o filme estará com o aspect ratio (proporção) correto, apesar de existirem telecine de 4:3 (tela cheia). TC não deve ser confundido com TimeCode , que é um contador visível e fixo durante todo o filme.

SCREENER – SRC

Uma fita VHS prévia, enviada para locadoras e vários outros lugares, para uso promocional. Um screener é fornecido de uma fita VHS e normalmente em 4:3 (tela cheia), apesar de alguns screener com faixas pretas já terem sido lançados. A maior desvantagem é um “ticker” (uma mensagem que aparece na parte de baixo da tela com os direitos autorais e um telefone anti-pirataria). Além de que, se a fita tiver algum número de série, ou qualquer outra marca que possa denunciar a origem da fita, esses terão de ser escondidos, normalmente com uma faixa preta em cima. Isso costuma durar apenas uns segundos, mas infelizmente, em alguma cópias, dura o filme inteiro e alguns podem ser bem grandes.

R5

R5 se refere a um formato específico de DVD região 5. Em um esforço para competir com a pirataria, a indústria decidiu criar esse novo formato que é produzido mais rápido e mais barato do que os tradicionais DVDs. O que os difere dos DVDs tradicionais é que os R5 são tranferidos diretamente de um telecine sem qualquer tipo de processamento de imagem, e sem nenhum adicional. Às vezes os DVDs R5 são lançados sem áudio em inglês, exigindo que os grupos de pirataria usem o áudio de outra fonte. Nesse caso o release possui a descrição “.LINE” para distinguir daqueles que possuem o áudio do original. A qualidade da imagem de um R5 geralmente pode ser comparada com um DVD screener. No final de 2006 alguns grupos como o DREAMLIGHT, mSs e PUKKA passaram a nomear seus Releases de “.R5″ e sugeriram a outros grupos que fizessem o mesmo.

DVD-SCREENER – DVDscr

Mesmas condições do screener, mas com uma fonte de DVD. Normalmente com letterbox (faixas pretas), mas sem os extras que o DVD final (de venda e/ou aluguel) possa ter. O ticker não costuma ficar nas faixas pretas, e pode atrapalhar a visão. Se o “ripador” tiver o mínimo de conhecimento, um DVDscr deve sair muito bom. Normalmente passado pra SVCD ou DivX/XviD.

DVDRip

Uma cópia do lançamento final do DVD. Se possível, é lançado na internet antes mesmo do DVD de venda e/ou aluguel ser lançado. A qualidade deve ser excelente. DVDrips são lançados em SVCD e DivX/XviD.

VHSRip

Feitos de VHS de venda e/ou aluguel, sendo a sua maioria os lançamentos de filmes de esportes e de XXX.

TVRip

Episódios de TV que são de redes (capturados usando cabos digitais/satélite) ou de “PRE-AIR”, que usam as fontes de satélites que mandam o programa pelas redes com alguns dias de antecedências.

PDTV/HDTV

Os PDTV são capturados de uma TV com cartão PCI DIGITAL, normalmente gerando os melhores resultados. Muitas vezes vemos o rip rotulado como HDTV também, mas as diferenças entre esses dois termos são apenas técnicas. Os grupos costumam lançar em SVCD, apesar de rips em VCD/SVCD/DivX/XviD serem aceitos nos rips de TV.

WORKPRINT – WP

Um workprint é uma cópia do filme que ainda não foi finalizado. Pode conter cenas faltando, música, e a qualidade pode variar de excelente a muito ruim. Alguns WPs são diferentes da versão final (Homens de Preto está faltando todos os aliens e tem figurantes em seus lugares) e alguns tem cenas extras (Jay and Silent Bob). WPs podem ser boas aquisições para a coleção uma vez que já tenha em mãos a versão final.

Estes são os formatos mais comuns, são os que você provavelmente encontrará por aqui, qualquer dúvida estamos ai.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Objeto de pecado, objeto de mercado

COPIADO INTEGRALMENTE DE:
http://pistasdocaminho.blogspot.com/2009/07/objeto-de-pecado-objeto-de-mercado.html

Em termos da sexualidade humana na Idade Média o corpo era objeto do pecado e ficou assim até a revolução sexual dos anos 60, que foi anunciada antes por gente com Freud, Wilhem Reich, Aleister Crowley e Samael Aun Weor, os dois primeiros no campo da Psicologia e da Psicanálise e os dois últimos no campo da Magia e da Gnose.

Esse paradigma ainda permanece mas já está bastante abalado: o corpo como pecado.

Na Idade Pós-Moderna, não se pode dizer que o corpo é objeto do pecado.

De objeto do pecado passou a ser objeto de mercado.

O corpo, de gerador de culpa passou a ser gerador de lucro.

Assim a revolução sexual se desvirtuou, não levou o ser humano a liberação, mas a um novo encadeamento, do encarceramento do pecado para a prisão do mercado.

Tal revolução ainda está por vir e a doença emocional ainda grassa por aí, se assim não fosse Reich não teria morrido na cadeia, nem Osho envenenado.

O corpo, antes objeto de pecado passou para objeto de mercado, mas ainda assim permanece objeto, não é parte da totalidade do ser, é coisa (objeto) possuída pelo ego, que ao ter parte de si tornada objeto se aliena de si mesmo, de sua totalidade e, portanto não pode ser feliz e completo.

Quase parafraseando Crowley com seu "pecado é restrição", o mercado diz: "pecado é não lucrar, ter prejuízo, fracassar". Assim os canalhas que se dão bem são perdoados e para o fracassado, o "looser" resta apenas a culpa. Eis a lógica de mercado, a ética do lucro. E o gozo do mercado é o lucro, assim os poderosos desse mundo incrementam seu "sex appeal". Assim o dinheiro no bolso se torna o viagra dos investidores e o carrão do ano potencializa o desejo de seus donos.

Ser liberado sexualmente, dentro do paradigma vigente e doente, é não ter culpa para gozar dos prazeres do objeto de mercado no qual o corpo se tornou. Corpo dotado de extensões, que do carrão, passa pelo dinheiro, chega ao implante, todas como muletas do falocratismo.

A "liberação sexual" é a nova escravidão aos padrões impostos pelo mercado.

A "liberação sexual" tornou o corpo da mulher um objeto que pode, por exemplo, ser amputado pela medicina oficial com facilidade, lhe arrancando útero, trompas, seios e glândulas sob a desculpa de prevenir certas doenças. Uma mulher que menstrua aos 50 é vista como abominação por certos médicos. O próprio homem não percebe que ele sempre foi um objeto também. Seu poder seminal, que carrega em cada ejaculação o poder de repovoar países inteiros se para cada espermatozóide houvesse um óvulo, não é se quer visto, dentro de uma perspectiva energética e de ecologia do habitat que é o corpo, como um enorme desperdício, para não dizer um genocídio seminal. Quando se fala nisso as pessoas nem se quer compreendem. Estão presas em certos paradigmas e se consideram liberadas.

E o mercado não pode atender as reais necessidades humanas por totalidade, porque o mercado trata tudo como objeto, objeto com uma finalidade: o lucro. Assim continuamos insatisfeitos, ansiando, ansiosos, neuróticos, consumindo pílulas, viagras, camisinhas, lubrificantes, antidepressivos e por aí vai.

Assim a maior dificuldade hoje nos relacionamentos é a capacidade de interagir sem usar o outro. Para tal é necessária uma sexualidade que destituída de culpa e também da idéia de objeto, que veja a si mesma como uma expressão da totalidade humana que não se manifesta apenas no nível genital. A capacidade de prazer se estende por todo o corpo, por todos os corpos, por todos os chacras e se apresenta em sua totalidade como um êxtase que remete a um orgasmo universal. Para tal é preciso quebrar paradigmas relativos a expressão da sexualidade, aprender a concentrar, ampliar e potencializar a força vital que há em homens e mulheres.

Numa época que se fala e se faz em ecologia, qualidade de vida, cuidado com a Natureza, reflorestamento, cultivo de árvores, plantio de sementes, devemos também cuidar de nossa semente, cultivar a nossa energia, despertar e desenvolver a seiva da Vida em nós mesmos para que possamos irrigar o nosso corpo e o nosso cérebro afim de manifestar toda a sua potencialidade.

Mas o primeiro passo começa por nos libertarmos da noção de coisa, de objeto, relativo ao próprio corpo e resgatarmos a noção de corpo como um templo vivo da Natureza onde se manifesta a própria Divindade. Assim precisamos de uma ecologia do espírito que passa pelo corpo, numa espécie de ecologia holística de nós mesmos.

Ao intentar meditar não se está buscando uma auto-terapia anti-stress, na verdade o que se está buscando é manifestação plena do espírito que há no corpo em íntima comunhão: êxtase, iluminação, satori, shunyata.

Num primeiro momento o meditar é a capacidade de sentir a própria vibração do corpo como um primeiro êxtase, a própria satisfação em estar vivo, a satisfação que brota espontânea do corpo que pulsa em sua própria força vital, para então, mais a frente sentirmos a pulsação da própria força vital do Outro, da Vida, do Cosmos, da Terra, do Universo.

obs: a imagem do post é de Salvador Dali, O Espectro do Sex Appeal.

F.A.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

APRENDENDO A PENSAR

ESTE ARTIGO FOI COPIADO DO MEU EMAIL, UM AMIGO MEMANDOU, MAIS LÁ EM BAIXO ESTÁ O LINK DA PAGINA DO AUTOR.


Aprendendo a pensar

A maioria das aulas que tive foi expositiva. Um professor, normalmentemal pago e por isso mal-humorado, falava horas a fio, andando para láe para cá. Parecia mais preocupado em lembrar a ordem exata de suasidéias do que em observar se estávamos entendendo o assunto ou não.
Ensinavam as capitais do mundo, o nome dos ossos, dos elementosquímicos, como calcular o ângulo de um triângulo e muitas outrasinformações que nunca usei na vida. Nossa obrigação era anotar o que oprofessor dizia e na prova final tínhamos de repetir o que havia sidodito.
A prova final de uma escola brasileira perguntava recentemente se opaís ao norte do Uzbequistão era o Cazaquistão ou o Tadjiquistão.Perguntava também o número de prótons do ferro. E ai de quem nãosoubesse todos os afluentes do Amazonas. Aprendi poucas coisas que usoaté hoje. Teriam sido mais úteis aulas de culinária, nutrição eprimeiros socorros do que latim, trigonometria e teoria dos conjuntos.
Curiosamente não ensinamos nossos jovens a pensar. Gastamos horas ehoras ensinando como os outros pensam ou como os outros solucionaramos problemas de sua época, mas não ensinamos nossos filhos a resolveros próprios problemas.
Ensinamos como Keynes, Kaldor e Kalecki, economistas já falecidos,acharam soluções para um mundo sem computador nem internet. De tantoensinar como os outros pensavam, quando aparece um problema novo noBrasil buscamos respostas antigas criadas no exterior. Nossoseconomistas implantaram no Brasil uma teoria americana de "inflationtargeting", como se os americanos fossem os grandes especialistas eminflação, e não nós, com os quarenta anos de experiência que temos.Deu no que está aí.
De tanto estudar o que intelectuais estrangeiros pensam, nãoaprendemos a pensar. Pior, não acreditamos nos poucos brasileiros quepensam e pesquisam a realidade brasileira nem os ouvimos.Especialmente se eles ainda estiverem vivos. É sandice acreditar queintelectuais já mortos, que pensaram e resolveram os problemas de suaépoca, solucionarão problemas de hoje, que nem sequer imaginaram.Raramente ensinamos os nossos filhos a resolver problemas, a não seralgumas questões de matemática, que normalmente devem ser respondidasexatamente da forma e na seqüência que o professor quer.
Matemática, estatística, exposição de idéias e português obviamentesão conhecimentos necessários, mas eu classificaria essas matériascomo ferramentas para a solução de problemas, ferramentas que ajudam apensar. Ou seja, elas são um meio, e não o objetivo do ensino.Considerar que o aluno está formado, simplesmente por ele ter sidocapaz de repetir os feitos intelectuais das velhas gerações, é fugirda realidade.
Num mundo em que se fala de "mudanças constantes", em que "nada será omesmo", em que o volume de informações "dobra a cada dezoito meses",fica óbvio que ensinar fatos e teorias do passado se torna inútil eaté contraproducente. No dia em que os alunos se formarem, mais dedois terços do que aprenderam estarão obsoletos. Sempre teremosproblemas novos pela frente. Como iremos enfrentá-los depois deformados? Isso ninguém ensina.
Existem dezenas de cursos revolucionários que ensinam a pensar, masque poucas escolas estão utilizando. São cursos que analisamproblemas, incentivam a observação de dados originais e a discussão dealternativas, mas são poucas as escolas ou os professores no Brasiltreinados nesse método do estudo de caso.
Talvez por isso o Brasil não resolva seus inúmeros problemas. Talvezpor isso estejamos acumulando problema após problema sem conseguirachar uma solução.
Na próxima vez em que seu professor começar a andar de um lado para ooutro, pense no que você está perdendo. Poderia estar aprendendo apensar.
Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)
Artigo Publicado na Revista Veja, edição 1763, ano 35, nº 31, 7 deagosto de 2002

Profissão Repórter e o crack: o lado bom que o programa não mostrou


ESTE ARTIGO ESTÁ INSERIDO NA LINHA DE PENSAMENTO QUE A GLOBO NÃO COMETE PEQUENOS ERROS SEM PERCEBER, ELA REALMENTE MANIPULA AS INFORMAÇÕES DE MA MANEIRA QUE NÃO PODEMOS NOTAR MUITO BEM E CAÍMOS NO CONTO DO VIGÁRIO.

ESTE ARTIGO FOI COPIADO INTEGRALMENTE DA PAGINA:


http://www.antidrogas.com.br/mostraartigo.php?c=1791


COM COMENTÁRIOS EM MAIUSCULO FEITO POR MIM.




Profissão Repórter e o crack: o lado bom que o programa não mostrou

Fernando Moraes – AI Grupo Viva
O programa Profissão Repórter, exibido pela TV Globo na última terça-feira (04), trouxe a público, mais uma vez, um assunto que tem tirado a paz de muitas famílias brasileiras: o crack.

O repórter Caco Barcelos e os estudantes de jornalismo deram continuidade às histórias de dependentes da substância, contadas em programa exibido no ano passado, mostrando agora sua situação atual. Certeira em levantar uma pauta tão importante, a produção, na visão de especialistas em dependência química, pecou no enfoque dado ao aspecto tratamento.

Ao falar dos personagens atendidos por entidades que atuam na área da dependência de drogas, a reportagem apresentou supostas clínicas de tratamento em que as pessoas internadas realizavam atividades como capinagem, faxina, trabalhos manuais ou com ferramentas.

Porém, o conceito de clínica é o de atividade médica que envolve o diagnóstico e o tratamento de doenças.

Diferentemente do que acontece em comunidades que trabalham com linhas filosóficas ligadas ao modelo de 12 passos, laborterapia (trabalho manual), grupos religiosos e grupos de ajuda.

“É importante destacar isso porque dá a impressão de que o dependente levado a uma clínica sempre vai recair, que o tratamento não adianta. Mas isso não é verdade. O fato é que, em muitos casos, a família é atraída por uma suposta ‘clínica’ para realizar o ‘tratamento’, quando na realidade nada disso acontece. E infelizmente, os meios de comunicação reproduzem este equívoco”, (SÃO MUITO INGÉNUOS E SEM ACESSO A INFORMAÇÃOPARA PODER PASSAR A INFORMAÇÃO CORRETA) diz a psicóloga Cláudia de Oliveira Soares, diretora terapêutica da Clínica Viva. “Por isso sempre pedimos às famílias que pesquisem muito, para não correrem o risco de confiarem em um serviço inadequado”, complementa.

“Por se tratar de assunto de saúde pública, a dependência química necessita de profissionais qualificados, entre médicos, psiquiatras, psicólogos; com projetos terapêuticos definidos, para que sejam obtidos resultados efetivos no tratamento da doença”, salienta Cláudia Soares.

Recaída
Consequentemente, a reportagem leva desesperança para famílias, por mostrar usuários que iniciaram a recuperação, mas recaíram. O programa não falou sobre todos os aspectos da recaída, cujos riscos são grandes, mas que podem ser minimizados com um tratamento profissional, dentro de um projeto terapêutico eficaz.

De acordo com a psicóloga Luciana Yukiko Ambrósio, da Unidade de Atendimento Psicossocial da Clínica Viva em Votorantim, a dependência química é uma doença de cunho biológica, psíquica e social, o que explica a força terrível da crise de abstinência, que leva à recaída. “A pessoa tem sintomas físicos, dor de cabeça, febre, dores no corpo, mal-estar, ao mesmo tempo em que sofre com sintomas como a sensação de que a fissura nunca vai passar, que vai morrer, como disse um dos personagens na reportagem”. (QUEM VAI QUERER SER TRATADO DEPOIS DISSO EU NÃO QUERO SENTIR QUE VOU MORRER PARA MELHORAR DE NEM UMA DOENÇA NÃO)

Por outro lado, segundo o psiquiatra Eduardo Kalina, que já tratou personalidades como Diego Maradona, o uso contínuo do crack pode afetar funções importantes da parte frontal do cérebro, que é a região que permite ao ser humano ser civilizado. “Nós tratamos com medicamentos e fazemos trabalhos cognitivos para fazer a região voltar a funcionar.

Quando ela é atrofiada, a pessoa vira um gorila. Você precisa da parte frontal para pensar em Deus, ter espiritualidade, crenças, filosofia, ver o sentido da vida”, afirmou em entrevista ao Jornal Zero Hora, de Porto Alegre – RS.(É O QUE ELES QUEREM FAZER COM QUE NÃO TÍNHAMOS MAIS OPÇÃO DE ESCOLHA, SEM LÓBULO FRONTAL FICA APENAS UM CORPO TOTALMENTE DESPROVIDO DE VONTADE PRÓPRIA, ONDE, O IMPULSO VAI SER DADO PELO INSTINTO E COMO SOMOS ANIMAIS "RACIONAIS" NÃO APRENDEMOS A VIVER PELO INSTINTO E QUANDO ISSO ACONTECE NA MAIORIA DAS VEZES SEMPRE DÁ ERRADO, FILHO MATANDO OS PAIS À CACETADA E POR AI VAI SE FOMOS FALAR A LISTA É INTERMINAVEL)

Por isso, segundo a psicóloga Luciana, são necessárias intervenções médicas e psiquiátricas, com medicamentos para amenizar os sintomas durante estas crises de abstinência; além de intervenções psicoterapêuticas, que vão trabalhar com o paciente na questão desta abstinência.

Por serem características do dependente químico em abstinência, estas crises são trabalhadas no tratamento, por meio de ferramentas contidas no projeto terapêutico da Clínica Viva. “Orientamos para que ele saiba como lidar com situações que representem riscos de recaída, treinamos habilidades de enfrentamento destas situações, auxiliamos a descoberta de estratégias junto ao paciente para que tenha uma vida saudável”, explica Luciana.

O tratamento, contudo, não pode ter apenas como objetivo a abstinência. Há um período crítico de 2 anos em que os riscos de uma recaída são maiores. Portanto, um tratamento eficaz deve considerar este tempo e oferecer assistência médica e psicológica a este paciente.

Mas, segundo ela, é importante ressaltar que apenas uma equipe multidisciplinar da área da saúde está apta a realizar diagnósticos e intervenções deste nível. “Se a dependência química é uma doença, ser diagnosticada e tratada por não profissionais chega a ser até exercício ilegal da profissão”, alerta.

“O trabalho é complexo. Se para quem é profissional especializado, já é difícil tratar a dependência de crack e outras drogas, imagina para quem não é? Então é óbvio que as pessoas que recorrem a entidades onde não há um trabalho profissional fatalmente irão recair”, finaliza a psicóloga.
Fonte:Assessoria de Imprensa Grupo Viva