segunda-feira, 4 de julho de 2011

COPIADO INTEGRALMENTE DE: http://pistasdocaminho.blogspot.com/2011/06/aconteceu-na-islandia.html


Acontece(u) na Islândia

QUINTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2011

Aconteceu na Islândia, mas pergunte-se o seguinte ao ler esta postagem:

Por que isto, que é tão aparentemente incrível, não foi amplamente divulgado?

Fonte: Informação Incorrecta

Há um País que nos últimos tempos desapareceu por completo das notícias.

Ao longo de algumas semanas títulos, reportagens. Depois nada, o silêncio absoluto.

De facto, a Islândia desapareceu dos mapas.
Será que ainda existe? Ou simplesmente emigrou rumo outro planeta? Um tsunami engoliu a ilha? Foi um dos seus vulcões que vaporizou tudo?

Que aconteceu afinal?

Acontece uma coisa esquisita: a Islândia está a resolver os próprios problemas.
Como? Esta é a parte mais divertida.

Mas antes um pequeno passo atrás.
Vamos lembrar.

2008

Em Setembro o maior banco é nacionalizado, o Banco Glitnir. O colapso da moeda e da Bolsa de Valores suspende todas as actividades: o País declara falência.


2009

Em Janeiro os protestos dos cidadãos em frente ao Parlamento causam a renúncia do Primeiro Ministro, Geir Haarde, e de todo o governo, a Aliança Social-Democrata (Samfylkingin), forçando o País para as eleições antecipadas.

A situação económica continua a ser precária. O Parlamento propõe uma lei que prevê o pagamento da dívida em relação à Grã-Bretanha e à Holanda através do pagamento de 3,5 mil milhões de Euros: uma verdadeira taxa paga por cada família da Islândia, mensalmente, por um período de 15 anos e uma taxa de juros de 5,5%.

2010

Os cidadãos voltam a ocupar as ruas e exigem um referendo acerca da medida mencionada acima.

2011

Em Fevereiro, o presidente Olafur Grímsson veta a ratificação da lei e escolhe o referendo consultivo.

A votação tem lugar em Março e implica a grande vitória do NÃO ao pagamento da dívida, com 93% dos votos.

Enquanto isso, o governo ordena investigações para determinar a responsabilidade civil e penal da crise.

São emitidos os primeiros mandados de captura que atingem vários banqueiros e membros do executivo.

A Interpol é responsável pela busca e captura dos procurados, pois todos os banqueiros envolvidos tinham abandonado a Islândia.

Neste contexto de crise, é eleita assembleia para redigir uma nova Constituição que deve incorporar as lições aprendidas durante a crise e substituir a actual Constituição (redigida com base no modelo dinamarquês).

Para o efeito, 25 pessoas são eleitas entre os comuns cidadãos, sem afiliação política, entre os 522 membros do Parlamento. Os dois únicos requisitos para ser eleitor são, além de não ser ligados a nenhuma formação política, a maior idade e ter o apoio de pelo menos 30 cidadãos.

A Assembleia Constitucional inicia os seus trabalhos em Fevereiro e tem um projeto chamado Magna Carta, que reúne a maioria das "Directrizes" surgidas por consenso durante as diversas reuniões públicas que ocorreram em todo o País.

A Magna Carta será aprovada no Parlamento imediatamente após a próxima eleição legislativa.


Resumindo, estamos perante um País que:
  • nacionalizou os principais bancos privados;
  • recusou pagar a dívida, nas mãos dos "especuladores" de turno;
  • obrigou o próprio Governo a demitir-se;
  • abriu um inquérito para determinar as responsabilidades locais da crise;
  • prendeu os responsáveis políticos e banqueiros;
  • aproveitou a crise para pôr ordem em casa, começando com uma nova Constituição redigida com a participação activa de todos os cidadãos.
Tudo isso de forma absolutamente pacífica.

E nós quase nada sabemos.
Não é curioso?

Agora, os mais perversos pensarão logo em censura. Mas Informação Incorrecta não gosta desta palavra e prefere outra: distração.

Isso mesmo, foi uma distração.
Os nossos media estão empenhados com outros assuntos, apenas isso.

Logo que os outros assuntos estejam resolvidos, de certeza amplo espaço será dedicado à situação da Islândia.
Será feito porque é importante.

É importante perceber que quando um País quer, pode. É importante porque a fria ilha demonstra claramente que há uma outra estrada, que há uma saída.

E se o leitor pensar "Ah, mas isso foi possível só porque a Islândia é pequena, é tão diferente", então fique descansado, pois os media demonstrarão que não é o tamanho que conta (estou a falar do País, malandros...), que são as ideias e os princípios que contam.

Que os espectros que nos assustam e impedem a acção, qualquer acção, são apenas isso: espectros.

Isso dirão os nossos media.
É só esperar. 200 ou 300 anos talvez.

Mas vale a pena.


Ipse dixit.

Fonte: Nexus

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Os 10 mandamentos do Casal

COPIADO INTEGRALMENTE DE:

WWW.CANÇÃONOVA.COM.BR

Prof. Felipe Aquino

Uma equipe de psicólogos e especialistas americanos, que trabalhava em terapia conjugal, elaborou "Os Dez Mandamentos do Casal". Gostaria de analisá-los aqui, já que trazem muita sabedoria para a vida e felicidade dos casais. É mais fácil aprender com o erro dos outros do que com os próprios.

1. Nunca irritar-se ao mesmo tempo
A todo custo evitar a explosão. Quanto mais a situação é complicada, mais a calma é necessária. Então, será preciso que um dos dois acione o mecanismo que assegure a calma de ambos diante da situação conflitante. É preciso convencermo-nos de que na explosão nada será feito de bom. Todos sabemos bem quais são os frutos de uma explosão: apenas destroços, morte e tristeza. Portanto, jamais permitir que a explosão chegue a acontecer. D. Helder Câmara tem um belo pensamento que diz: "Há criaturas que são como a cana, mesmo postas na moenda, esmagadas de todo, reduzidas a bagaço, só sabem dar doçura...".

2. Nunca gritar um com o outro
A não ser que a casa esteja pegando fogo.Quem tem bons argumentos não precisa gritar. Quanto mais alguém grita, menos é ouvido. Alguém me disse certa vez que se gritar resolvesse alguma coisa, porco nenhum morreria... Gritar é próprio daquele que é fraco moralmente, e precisa impor pelos gritos aquilo que não consegue pelos argumentos e pela razão.

3. Se alguém deve ganhar na discussão, deixar que seja o outro
Perder uma discussão pode ser um ato de inteligência e de amor. Dialogar jamais será discutir, pela simples razão de que a discussão pressupõe um vencedor e um derrotado, e no diálogo não. Portanto, se por descuido nosso, o diálogo se transformar em discussão, permita que o outro "vença", para que mais rapidamente ela termine. Discussão no casamento é sinônimo de "guerra", de luta inglória. "A vitória na guerra deveria ser comemorada com um funeral"; dizia Lao Tsé. Que vantagem há em se ganhar uma disputa contra aquele que é a nossa própria carne? É preciso que o casal tenha a determinação de não provocar brigas; não podemos nos esquecer que basta uma pequena nuvem para esconder o sol. Às vezes uma pequena discussão esconde por muitos dias o sol da alegria no lar.

4. Se for inevitável chamar a atenção, fazê-lo com amor
A outra parte tem que entender que a crítica tem o objetivo de somar e não de dividir. Só tem sentido a crítica que for construtiva; e essa é amorosa, sem acusações e condenações. Antes de apontarmos um defeito, é sempre aconselhável apresentar duas qualidades do outro. Isso funciona como um anestésico para que se possa fazer o curativo sem dor. E reze pelo outro antes de abordá-lo em um problema difícil. Peça ao Senhor e a Nossa Senhora que preparem o coração dele para receber bem o que você precisa dizer-lhe. Deus é o primeiro interessado na harmonia do casal.

5. Nunca jogar no rosto do outro os erros do passado
A pessoa é sempre maior que seus erros, e ninguém gosta de ser caracterizado por seus defeitos. Toda vez que acusamos a pessoa por seus erros passados, estamos trazendo-os de volta e dificultando que ela se livre deles. Certamente não é isto que queremos para a pessoa amada. É preciso todo o cuidado para que isto não ocorra nos momentos de discussão. Nestas horas o melhor é manter a boca fechada. Aquele que estiver mais calmo, que for mais controlado, deve ficar quieto e deixar o outro falar até que se acalme. Não revidar em palavras, senão a discussão aumenta, e tudo de mau pode acontecer, em termos de ressentimentos, mágoas e dolorosas feridas. Nos tempos horríveis da "guerra fria", quando pairava sobre o mundo todo o perigo de uma guerra nuclear, como uma espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças, o Papa Paulo VI avisou o mundo: "a paz impõe-se somente com a paz, pela clemência, pela misericórdia, pela caridade". Ora, se isto é válido para o mundo encontrar a paz, muito mais é válido para todos os casais viverem bem. Portanto, como ensina Thomás de Kemphis, na Imitação de Cristo, "primeiro conserva-te em paz, depois poderás pacificar os outros". E Paulo VI, ardoroso defensor da paz, dizia: "se a guerra é o outro nome da morte, a vida é o outro nome da paz". Portanto, para haver vida no casamento, é preciso haver a paz; e ela tem um preço: a nossa maturidade.

6. A displicência com qualquer pessoa é tolerável, menos com o cônjuge
Na vida a dois tudo pode e deve ser importante, pois a felicidade nasce das pequenas coisas. A falta de atenção para com o cônjuge é triste na vida do casal e demonstra desprezo para com o outro. Seja atento ao que ele diz, aos seus problemas e aspirações.

7. Nunca ir dormir sem ter chegado a um acordo
"Não se ponha o sol sobre o vosso ressentimento" (Ef 4,26b)Se isso não acontecer, no dia seguinte o problema poderá ser bem maior. Não se pode deixar acumular problema sobre problema, sem solução. Já pensou se você usasse a mesma leiteira que já usou no dia anterior, para ferver o leite, sem antes lavá-la? O leite certamente azedaria. O mesmo acontece quando acordamos sem resolver os conflitos de ontem. Os problemas da vida conjugal são normais e exigem de nós atenção e coragem para enfrentá-los, até que sejam solucionados, com o nosso trabalho e com a graça de Deus. A atitude da avestruz, da fuga, é a pior que existe. Com paz e perseverança busquemos a solução.

8. Pelo menos uma vez ao dia, dizer ao outro uma palavra carinhosa
Muitos têm reservas enormes de ternura, mas esquecem de expressá-las em voz alta. Não basta amar o outro, é preciso dizer isto também com palavras. Especialmente para as mulheres, isto tem um efeito quase mágico. É um tônico que muda completamente o seu estado de ânimo, humor e bem estar. Muitos homens têm dificuldade neste ponto; alguns por problemas de educação, mas a maioria porque ainda não se deu conta da sua importância. Como são importantes essas expressões de carinho que fazem o outro crescer: "eu te amo", "você é muito importante para mim", "sem você eu não teria conseguido vencer este problema", "a tua presença é importante para mim"; "tuas palavras me ajudam a viver"... Diga isto ao outro com sinceridade toda vez que experimentar o auxílio edificante dele.

9. Cometendo um erro, saber admiti-lo e pedir desculpas
Admitir um erro não é humilhação. A pessoa que admite o seu erro demonstra ser honesta consigo mesma e com o outro. Quando erramos não temos duas alternativas honestas, apenas uma: reconhecer o erro, pedir perdão e procurar remediar o que fizemos de errado, com o propósito de não repeti-lo. Isto é ser humilde. Agindo assim, mesmo os nossos erros e quedas serão alavancas para o nosso amadurecimento e crescimento. Quando temos a coragem de pedir perdão, vencendo o nosso orgulho, eliminamos quase de vez o motivo do conflito no relacionamento, e a paz retorna aos corações. É nobre pedir perdão!

10. Quando um não quer, dois não brigam
É a sabedoria popular que ensina isto. Será preciso então que alguém tome a iniciativa de quebrar o ciclo pernicioso que leva à briga. Tomar esta iniciativa será sempre um gesto de grandeza, maturidade e amor. E a melhor maneira será "não pôr lenha na fogueira", isto é, não alimentar a discussão. Muitas vezes é pelo silêncio de um que a calma retorna ao coração do outro. Outras vezes será por um abraço carinhoso, ou por uma palavra amiga.
Fonte: Canção Nova/ Prof. Felipe Aquino Do livro "Namoro" - Site da Canção Nova (www.cancaonova.com)
Retirado do
Portal Salette - O Portal da Reconciliação

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sãos e enfermos

COPIADO INTEGRALMENTE DE: pistasdocaminho.blogspot.com/2009/10/saos-e-enfermos.html

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Um buscador errante viu um derviche numa casa de repouso e lhe disse:

Tenho estado em certos ambientes e ouvi os ensinamentos de uma multidão de guias. Tenho aprendido como distinguir quando um mestre não é um guia espiritual. Não posso dizer quando alguém é um Guia, nem encontrar a um, porém completar a metade do trabalho é melhor que nada.”

O derviche rasgou suas vestimentas e disse:

“Desgraçado! Tornar-se um expert do inútil é como ser capaz de detectar as maças podres sem aprender as características das boas.

Porém existe uma possibilidade pior para ti. Presta atenção para não chegares a ser como o doutor desta estória. Para provar o conhecimento de um médico, certo rei enviou várias pessoas sãs para que fossem por ele examinadas. O doutor deu uma medicina a cada uma delas. Quando o rei o contestou, acusando-o de fraude, o médico respondeu: “Grande rei! Faz tanto tempo que vejo apenas enfermos que cheguei a imaginar que todas as pessoas do mundo estavam enfermas e tomei o brilho dos olhos de boa saúde por um sintoma de febre!”

Comentário

As vezes ficamos tão engessados numa percepção da vida que não percebemos as coisas tais quais são, mas apenas como nos parecem. Sabiamente diversas tradições disseram o seguinte:

- Não julgueis.

Assim evita-se o erro de julgar a vida, os outros, pelos seus próprios critérios. Tomar a si mesmo e os seus conhecimentos como um critério absoluto de validação da realidade é uma forma de neurose, de doença que conduz a um sofrimento psíquico sem fim. Poucos de nós podem se dizer curados de tal mal: julgar.

FACS

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Nestlé mata Água Mineral em São Lourenço - a PureLife é uma água química

COPIADO INTEGRALMENTE DE:

http://caroldaemon.blogspot.com/2010/07/nestle-mata-agua-mineral-em-sao.html



-Recebi o texto abaixo de pessoa mais do que querida, Sonia, hidropirataria é assunto recorrente neste blog modesto, mas que anda esquecido há algum tempo e graças à amiga, volta à carga.

Caso ainda não tenha assistido ao documentário Flow, que retrata a situação dramática de uma região após a saída de indústria de bebidas, que desertificou os solos da região após desgate dos mananciais, assista - é imprescindível entender que para cada litro de bebida pronta (refrigerante, chá, suco e cerveja), são consumidos em média 5lts de água. O custo indireto desse desperdício não pode ser repassado ao consumidor final, 1 lt de mate (ou guaraná) não pode custar R$10,00, é inviável comercialmente - mas a longo prazo, a população do entorno das fábricas paga um preço muito mais alto.

Em São Lourenço, nossa mais tradicional estância hidromineral, o problema também ocorre à despeito dos protestos (e processos judiciais) da população local. Veja melhor aqui.
Leia também o email de moradora da região reportando esse roubo debaixo dos nossos narizes.

Em tempo, todo processo industrial polui e usa conservantes prejudiciais à saúde e embalagens plásticas ou não-recicláveis, como long neck e tetrapack, além de incluir metais pesados danosos à saúde e exigir emissão de CO2 no transporte dos produtos que, no Brasil, ainda se acentua, pois praticamente toda nossa logística industrial é feita em caçamba de caminhão, não vistoriado, por uma estrada esburacada e com motorista "virado" e movido a "rebite". O Brasil é o único país do mundo que transporta ferro em aço por rodovia, já que não aproveitamos nossa costa para a navegação de cabotagem ou mesmo ampliamos a malha ferroviária, que é da época do império.

Informe-se e faça seus chás quentes e gelados; refrescos e bebidinhas de festa; lassis ou recorra à boa e velha água de coco, deliciosa e isotônico natural, sem contra indicações.

Sobre o mercado da água e toda hidropirataria por trás, leia O mercado da água no Brasil, aproveite e assista os vídeos do Wateraid, water and sanitation for all, premiados em Cannes.

Estatística: 40% da população mundial vive sem saneamento básico e 1 pessoa em 8 sem acesso à água potável, em consequência 4.000 crianças morrem diariamente por falta de saneamento básico.

Saneamento básico é o primeiro passo na direção contrária à miséria.



Segue o texto abaixo:

As águas turvas da Nestlé, Carla Klein

Há alguns anos a Nestlé vem utilizando os poços de água mineral de São Lourenço para fabricar água marca PureLife. Diversas organizações da cidade vêm combatendo a prática, por muitas razões.

As águas minerais, de propriedades medicinais, e baixo custo, eram um eficiente e barato tratamento médico para diversas doenças, que entrou em desuso, a partir dos anos 50, pela maciça campanha dos laboratórios farmacêuticos para vender suas fórmulas químicas através dos médicos. Mas o poder dessas águas permanece. Médicos da região, por exemplo, curam a anemia das crianças de baixa renda apenas com água ferruginosa.

Para fabricar a PureLife, a Nestlé, sem estudos sérios de riscos à saúde,desmineraliza a água e acrescenta sais minerais de sua patente.

A desmineralização de água é proibida pela Constituição.

Cientistas europeus afirmam que nesse processo a Nestlé desestabiliza a água e acrescenta sais minerais para fechar a reação.

Em outras palavras, a PureLife é uma água química.

A Nestlé está faturando em cima de um bem comum, a água, além de o estar esgotando por não obedecer às normas de restrição de impacto ambiental, expondo a saúde da população a riscos desconhecidos. O ritmo de bombeamentoda Nestlé está acima do permitido.

Troca de dutos, pra extração mais profunda, na presença de fiscais é rotina. O terreno do Parque das Águas de São Lourenço está afundando devido ao comprometimento dos lençóis subterrâneos. A extração em níveis além do aceito está comprometendo os poços minerais, cujas águas têm um lento processo de formação, está ficando cada vez mais lento.

Dois poços já secaram. Toda a região do sul de Minas está sendo afetada, inclusive estâncias minerais de outras localidades.

Durante anos a Nestlé vinha operando, sem licença estadual. E finalmente obteve essa licença no início de 2004.

Um dos brasileiros atuantes no movimento de defesa das águas de São Lourenço, Franklin Frederick, após anos de tentativas frustradas junto ao governo e imprensa para combater o problema, conseguiu apoio, na Suíça, para interpelar a empresa criminosa. A Igreja Reformista, a Igreja Católica, Grupos Socialistas e a ong verde ATTAC uniram esforços contra a Nestlé, que já havia tentado a mesma prática na Suíça.

Em janeiro deste ano, graças ao apoio desses grupos, Franklin conseguiu interpelar pessoalmente, e em público, o presidente mundial do Grupo Nestlé. Este, irritado, respondeu que mandaria fechar imediatamente a fábrica da Nestlé em São Lourenço.


No dia seguinte, o governo de Minas (PSDB), baixou portaria que regulamentava a atividade da Nestlé. Ao invés de multas, uma autorização, mesmo ferindo a legislação federal. Sem aproveitar o apoio internacional para o caso, apoiou uma corporação privada de histórico duvidoso. Se a grande imprensa brasileira, misteriosa e sistematicamente vem ignorando o caso, o mesmo não ocorre na Europa, onde o assunto foi publicado em jornais de vários países, além de duas matérias de meia hora na televisão.

Em uma dessas matérias, o vereador Cássio Mendes, do PT de São Lourenço, envolvido na batalha contra a criminosa Nestlé, reclama que sofreu pressões do Governo Federal (PT), para calar a boca.

Teria sido avisado de que o pessoal da Nestlé apóia o Programa Fome Zero e não está gostando do barulho em São Lourenço. Diga-se também que a relação espúria da Nestlé com o Fome Zero é outro caso sinistro.

A empresa, como estratégia de marketing, incentiva os consumidores a comprar seus produtos, alegando que reverte lucros para o Fome Zero. E qual é a real participação da Nestlé no programa? A contratação de agentes e, parece, também fornecendo o treinamento. Sim, a famosa Nestlé, que tem sido há décadas alvo internacional de denúncias de propaganda mentirosa, enganando mães pobres e educadores para a substituição de leite materno por produtos Nestlé, em um dos maiores crimes contra a humanidade.

A vendedora de leites e papinhas "substitutos" estaria envolvida com o treinamento dos agentes brasileiros do Fome Zero, recolhendo informações e gerando lucros e publicidade nas duas pontas do programa: compradores desejosos de colaborar e famintos carentes de comida e informação. Mais preocupante: o Governo Federal anuncia que irá alterar a legislação, permitindo a desmineralização "parcial" das águas. O que é isso? Como será regulamentado?

Se a Nestlé vinha bombeando água além do permitido e a fiscalização nada fez, como irão fiscalizar a tal desmineralização "parcial"? Além do que, "parcial" ou "integral", a desmineralização é combatida por cientistas e pesquisadores de todo o mundo. E por que alterar a legislação em um item que apenas interessa à Nestlé? O que nós cidadãos ganhamos com isso?

Sabemos que outras empresas, como a Coca-Cola, estão no mesmo caminho da Nestlé, adquirindo terrenos em importantes áreas de fontes de água.

É para essas empresas que o governo governa?

Mais informações sobre o caso Nestlé em Cidadania pelas aguas


Imagem cedida do site da Universidade de Barcelona

Ter saúde é natural: Papinho sobre a imunidade

COPIADO INTEGRALMENTE DE :
http://www.soniahirsch.com/2010/07/ter-saude-e-natural-papinho-sobre.html



– Se encontrarem o inimigo, comam-no!

É com essa ordem que o time das células fagócitas entra em campo. Anticorpos, células macrófagas, basófilas, eosinófilas, neutrófilas, plateletas, imunoglobulinas, interferon, citoquinas, interleucinas e muitas outras percorrem o sangue e comem os seres indesejáveis, assim mesmo: nhac! Quando fazem contato com algo que precisa ser destruído, seja uma bactéria ou um material inerte como poeira, seu citoplasma envolve a partícula e forma uma bolsinha, que se funde com outro saquinho que contém enzimas digestivas. Se a composição química da substância estranha permite sua degradação pelas enzimas, ela é destruída; se não, é retida no fagócito e impedida de maiores contatos com o hospedeiro; mais tarde será despejada na linfa.

Os tecidos que formam baço, fígado, nódulos linfáticos e medula óssea são especialmente ricos em fagócitos.

Entre as células brancas do sangue há fagócitos capazes de migrar através dos vasos sanguíneos para áreas de inflamação ou infecção. Lá se multiplicam de acordo com a necessidade. Mas também existem fagócitos de plantão em todos os tecidos, formando um sistema chamado reticuloendotelial. Isso faz com que possam controlar uma invasão bacteriana em qualquer lugar, se ela não for muito grande nem muito virulenta. Também são eles que engolem as células vermelhas cansadas ao fim de suas vidinhas de cento e vinte dias.

Nas verminoses, os leucócitos que aparecem mais são os eosinófilos. Eles se multiplicam para destruir a cutícula que reveste os vermes grandes. Geralmente o exame de sangue acusa uma taxa mais alta de eosinófilos no início da infecção, que depois vai caindo; a duração da fase alta e da volta ao normal depende do parasita, do paciente, da circunstância, e são necessários vários exames de sangue seguidos para entender o que está acontecendo.

Segundo o professor J.-J. Rousset, em seu livro Maladies Parasitaires, uma pequena elevação da taxa de eosinófilos remete a oxiúros (banais, diz ele), enquanto a elevação súbita e expressiva faz pensar numa tênia; e aí começa toda uma estratégia de exames de sangue e fezes, repetidos, para achar ovos, eliminar as possibilidades de fascíolas, cistos hidáticos, larva migrans, triquinas. Quando há estrongilóides as taxas ficam subindo e descendo feito um ioiô.

A presença de vermes significa que uma parte do potencial orgânico de defesa está mobilizada numa guerra sem fim, deixando talvez de cumprir outras tarefas imunitárias – como, por exemplo, identificar e destruir células cancerosas para evitar o crescimento de tumores, ou simplesmente funcionar como barreira contra as gripes, viroses, alergias e dengues da vida.

A pele, o sistema respiratório e o tubo gastrintestinal são as três barreiras do corpo contra invasores de todosos tipos – vermes, protozoários, bactérias, vírus, fungos, toxinas e proteínas estranhas de qualquer origem.

A pele
tem uma camada externa de matéria morta e duas internas bem vivinhas, profusamente irrigadas pelo sangue e visitadas por uma intrincada rede de vasos linfáticos.

A linfa
é um fluido clarinho que banha os tecidos do organismo, regulando o teor de líquidos, devolvendo proteínas ao sangue e removendo bactérias, partículas estranhas e células anômalas; muito rica em linfócitos e células macrófagas que identificam e comem substâncias indesejáveis; ou seja, a linfa é a linha de frente da defesa imunológica. O material apreendido vai dar nos gânglios linfáticos, de onde é encaminhado para fora do corpo pela corrente sanguínea. Gânglios inchados mostram que há infecção em algum lugar e que a linfa está agindo.

O sistema respiratório,
além de também ser protegido pela ação da linfa, tem no seu revestimento interno uma camadinha de células cheias de cílios, recobertas por um muco altamente viscoso onde ficam presas as partículas indesejáveis; esse muco é empurrado para a faringe pelo movimento dos cílios, e de lá é engolido ou tossido.

O grande tubo gastrointestinal
é uma das partes mais complexas do organismo. Para começar, é parte externa – assim como quintal, área de serviço, depósito, lavanderia, portão dos fundos. Parte externa que foi se virando para dentro, se invaginando e formando um túnel por onde as coisas entram e saem. Florestinha tropical sofisticada, reserva extrativista da vida microbiana, nosso trato gastrointestinal começa no nariz e na boca, incluindo adenóides, sínus e amígdalas; termina no ânus.

O nariz
é a entrada e saída dos gases (oxigênio, dióxido de carbono) que formam e sustentam o pulmão, que produz oxigênio para o sangue, e dos resíduos que se transformam em muco.

A boca
é entrada (eventualmente saída) de alimentos e bebidas que formam o sangue e renovam as células. A boca também respira e também elimina muco.

Amígdalas
são duas estruturas linfáticas ovaladas, uma de cada lado da garganta, que produzem anticorpos contra invasores que entram pela boca e pelo nariz. São ajudadas pelas adenóides, estruturas semelhantes que ficam atrás do nariz.

Aí vêm o estômago,
um meio tão ácido que poucos micróbios sobreviveriam nele, e o intestino delgado, com sete metros de comprimento, onde o sistema imunológico mantém cerca de 40 pequenos territórios, as placas de Peyer.

Essas placas de Peyer,
visíveis a olho nu, são pedacinhos de tecido redondos ou ovais que não apresentam o relevo característico da mucosa intestinal. Pertencem ao conjunto linfático e sua função é armazenar células linfóides. Que, verdade seja dita, são o máximo. Produzidas pelo timo e pela medula óssea, elas viajam para os tecidos linfóides e permanecem imaturas até reconhecerem alguma substância a combater. Aí amadurecem instantaneamente. Se forem células T, produzidas pelo timo, proliferam e se dividem em três categorias: as supressoras, as matadoras e as auxiliares (estas em maioria). Se forem células B, produzidas pela medula óssea, ao reconhecerem o invasor elas também amadurecem – e se tornam capazes de fabricar imunoglobulinas, que são proteínas especializadíssimas em lutar pelo organismo, tanto que se chamam anticorpos.

O apêndice
é considerado um nódulo linfático que virou uma estrutura fixa. Pertence ao intestino grosso, que tem cerca de metro e meio e é a parte final do tubo gastrointestinal.

O sistema linfático
inclui o timo, a medula óssea, o baço, gânglios espalhados nas axilas, no mesentério e nas virilhas, amígdalas, adenóides, tecidos linfóides bronquiais, intestinais e urogenitais, e uma rede de vasos comparável à do sangue.

Você acha pouco?

do livro Almanaque de Bichos que dão em Gente